Situado
na Serra da Borborema, região do
Brejo paraibano, o município de Bananeiras
fica a 130 km da capital João
Pessoa e a 70 km de Campina
Grande - PB.
Com altitude de 552 metros, Bananeiras possui uma área de 184
Km², clima frio úmido e as seguintes coordenadas: 6º,
41’ e 11” de latitude sul, além de 35º, 37’
e 41” de longitude, a oeste de Greenwich.
A Cidade:
Bananeiras é uma das poucas cidades da Paraíba
reconhecida nacionalmente como cidade turística. Famosa por seu
clima de montanha, o município dispõe de belezas naturais
formadas por serras e cachoeiras ainda inexploradas.
A
cidade é rodeada por serras que permitem uma visão privilegiada
a partir dos seus pontos mais altos
Outra característica de Bananeiras é a sua
tranqüilidade, com um baixíssimo número de ocorrências
policiais além do pequeno tráfico de veículos pela
cidade devido ao pequeno tamanho da mesma.
Além
das belezas naturais, também chama a atenção de
quem visita Bananeiras, a arquitetura de suas construções
antigas, a exemplo da igreja matriz, do prédio dos correios e
do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que é
um colégio de freiras onde residem atualmente as Carmelitas Descalças.

Desativada
em 1973 pelo governo militar, com a justificativa de modernizar os transportes,
a rota do trem que passava por Bananeiras, apenas deixou como lembrança
de bons tempos do município, construções, como
a estação, que hoje serve de hotel, e o túnel.
Cruzeiro
de Roma:
Indo
a Bananeiras não se pode deixar de visitar um dos pontos mais
bonitos do município. Localizado na zona rural, o Cruzeiro de
Roma, que é lugar de romarias e um belo local para apreciar a
natureza. Ele fica no alto de um morro, abrigando apenas a capela e
uma pequena casa, de onde pode-se ter uma visão bastante ampla
e bonita das redondezas.
Colégio Agrícola:
Criado em 29 de março de 1920, através do
decreto 14.118, na gestão do presidente Epitáco Pessoa,
fucionou a partir da sua inauguração de 07 de setembro
de 1924 como Patronato Agrícola "Vidal de Negreiros",
passando, em julho de 1931, a se chamar Instituto Agrônomico "Vidal
de Negreiros", em 1947, Escola Agrotécnica "Vidal de
Negreiros" e em 1964 adquiriu o nome que tem até hoje, Colégio
Agrícola "Vidal de Negreiros".
Em 1968 passou a pertencer à Universidade Federal
da Paraíba, abrigando na atualidade o Campus III com o Centro
de Formação de Tecnólogos da mesma (www.ufpb.br).
O Colégio Agrícola é um ponto de indispensável
visitação por quem vai a Bananeiras. Além de ser
um local excelente para caminhada, devido a tranquilidade do ambiente,
apresenta construções bem conservadas da época
da inauguração do patronato, belíssimas paisagens
e uma pequena reserva da Mata Atlântica. Por lá já
passaram alunos de vários pontos, não só do Brasil,
mas também da América do Sul.
28
de dezembro a 06 de janeiro= Festa da Padroeira Nossa Senhora do Livramento
e festa de Reis.
23 a 25 de Junho= São João.
16 de outubro= Emancipação política.
HISTÓRIA
Bananeiras teve sua colonização iniciada nas primeiras
décadas do século XVII, em ação desenvolvida
por homens arrojados que partiram de Mamanguape. No início do
século XVIII exploradores da região obtinham sesmarias
e intensificavam a ocupação das férteis terras
do brejo.
Até 1827 o território de Bananeiras pertencia à
vila de São Miguel da Baía da Traição, quando
passou para o domínio de Areia. Foi elevada à categoria
de vila aos 9 dias de maio de 1833.
Comarca em 10 de outubro de 1857, tinha jurisdição também
sobre Araruna e Serraria.
Tornou-se cidade com a Lei Provincial n.º 690, de 16 de outubro
de 1879, data centenária que se comemora. Era Presidente da Província
José Rodrigues Pereira Júnior.
Desde então Bananeiras revelou forte vocação política.
Elevada à categoria de cidade (1879), já nas eleições
de 1880 elegia dois representantes: o Coronel Targino Cândido
das Neves e o Padre Manuel de Souza Correia Lima.
Foi o café trazido de Mamanguape por Tomé Barbosa, em
meados do século XIX que deu início ao desenvolvimento
econômico da cidade de Bananeiras. Suas terras férteis
e próprias para o cultivo da rubiácea logo garantiram
prosperidade ao plantio e o surgimento de uma idade de ouro do brejo
paraibano, a partir de Bananeiras, abrindo espaço para as fazendas
com suas casas grandes e seus terreiros de ladrilho feitos pátios
de secagem, que ainda hoje, testemunham uma época que se pretende,
agora, ver restaurada.
Bananeiras conheceu com o café a implantação de
uma aristocracia rural, que já se iniciara com a cana e povoou
os campos e a "urbe".
Atacado por praga que lhe dizimou as plantações o café
desapareceu de nossa paisagem e levou consigo a opulência que
instaurara.
Depois do café, ao lado do plantio da cana, veio também
o fumo, que fez mais verde as chãs de Solânea, então
Vila de Moreno, parte importante do município de Bananeiras.
A cana de açúcar tomou seus vales serras úmidos
e garantiu a permanência da aristocracia rural.
Bananeiras ainda foi uma cidade próspera com o cultivo do algodão
e posteriormente com o agave. A cana, o café, o fumo, o algodão,
a agave e a mandioca, permitiram a presença de uma agroindústria
que parece indicar a vocação natural de sua economia rural
atual, completada por um rebanho de algum modo significativo. Nada todavia,
nos indica, na Bananeiras centenária, a sua vocação
econômica, Bananeiras é um município comum. Suas
terras, contadas algumas propriedades de médio porte, então,
no geral, divididas em minifúndios improdutivos, última
esperança verde dos que ficaram no trabalho do campo.
Os anos de 40 se iniciaram difíceis e a II Guerra Mundial trouxe
modificações.
A opulência rural sumia da paisagem e as transformações
observadas no campo e cidade começavam a exercer um certo encanto.
O automóvel, notadamente o Jeep, substitui o cavalo de sela e
proprietário rural sente que pode ir para a cidade, buscar educação
para seus filhos e mais conforte para si e para sua família.
Bananeiras era uma cidade de certa agitação nos fins dos
anos 40 e primeiros da década de 50. Os senhores rurais
lá estavam animando uma sociedade, de algum modo ainda orgulhosa
do seu passado, e se projetando para o futuro na esperança dos
seus filhos, que haviam deixado o burgo brejeiro para buscar um ensino
mais complexo nas cidades de João Pessoa e Recife. As moças
podiam ficar em Bananeiras, cursando o Normal no Sagrado Coração
de Jesus, educandário que marcou uma época, bem refletida
no porte elegante de sua construção e na procura de seu
internato que abrigou jovens das mais ilustres famílias paraibanas.
Aos rapazes além da escola Agrícola, ainda marcada pela
fama do Patronato Agrícola, não restava outra alternativa
que não a freqüência aos colégios das capitais
citadas, ou mais além na Bahia e Rio de Janeiro.
Os anos 50 provocaram, com a criação dos cursos universitários
na capital do Estado e o crescimento do ensino superior de um modo geral,
uma segunda revoada e a cidade brejeira quase despovoou. Os que tinham
dinheiro vinham de mudança para a capital, garantindo o conforto
e educação da família, agora mais exigente. Alguns
ocupavam as pensões de estudantes e repúblicas que eram
famosas em outros centros. Os menos afortunados também não
se prendiam ao brejo, era preciso ganhar a vida onde houvesse crescimento
da atividade econômica.
Os que tinham sua base econômica no campo estavam agora ainda
mais distantes de seus negócios. Muitos proprietários
rurais viraram comerciantes, funcionários públicos ou
transformaram sua propriedade rural em propriedade urbana e passaram
a viver de rendas.